terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Acaba logo, adolescência!

Passamos por todas as fases da vida sem perceber. Ninguém lembra o dia que “virou” adolescente ou adulto. Talvez esse momento (o da mudança repentina) nem exista. É uma mudança imperceptível. É a mesmo que acontece com os nossos cabelos ou nossas unhas. Quando nos damos conta, eles já cresceram e é hora de cortá-los.

Mesmo que essa mudança não seja tão evidente e notada por nós, (quase) todo mundo um dia se dá conta de tal mudança. É quando você se vê numa situação estranha, muitas vezes constrangedora e logo a ficha cai, fazendo você perceber que já não é mais quem achava ser.
mudança da adolescência para a vida adulta é a pior. Não é fácil ter que acordar cedo todos os dias pra trabalhar e ter inúmeras responsabilidades. Mesmo que o antigo adolescente estudasse de manhã, é diferente. Trabalhar cansa, tem cobrança e mais uma série de fatores que não são agradáveis pra ninguém.

Mas alguns não sentem essa mudança. Ou se sentem, preferem fazer de conta que não é com eles. E não são poucos. Mesmo com 20, 22 e até 30 anos ainda vivem no clima de “Malhação”. Não sabem o que é trabalhar e também não fazem questão de procurar uma ocupação. São os que queimam a gasolina do papai, os que fumam com o dinheiro do papai e principalmente bebem com dinheiro do papai. Sem remorso ou constrangimento.

Talvez eu quisesse ser assim. Seria eu um invejoso?

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Fone no ouvido!

Eu não faço idéia de quem inventou o fone de ouvido. Mesmo assim, tento imaginar essa pessoa. Pra mim é um cara tranquilo, com um bom gosto musical e que não aguentava mais ouvir músicas ruins. Não sei se o Axé Music é daquele tempo, mas se for, certamente a invenção do fone de ouvido veio bem a calhar. Talvez ele ficasse irritado com seus amigos funkeiros que adoravam mostrar como era ruim ficar exposto aqueles sons horríveis. O fato é que a invenção do fone de ouvido trouxe para nós, uma certa paz. Com a tecnologia avançada que temos, com os downloads na internet batendo recordes, já imaginou como seria a nossa vida sem os fones de ouvido? Como seria aguentar aquele infeliz no ônibus que não se toca que a música que ele ouve é ridícula, e que só ele não percebe? Tudo bem que tem alguns que não usam, mas acho que é por provocação. Pra “atentar” os outros, irritar. Se o rapaz que inventou os fones de ouvido pode ser considerado um santo, certamente o viva-voz e os toques musicais do celular foi criado pelo capeta.

Mas não é só de vantagens que vive o fone de ouvido. Como ele é um produto muito difundido, acabou sendo utilizado por pessoas que não sabem utilizá-lo. Explico: os fones de ouvido devem sim ser usados, mas não em todos os lugares. Quem nunca viu na fila do banco, e consequentemente esse mesmo sujeito sendo atendido pela mocinha do caixa com o maldito fone no ouvido e perguntando mais de uma vez o que a moça tentava lhe dizer? Falta de educação, total. E tem mais um monte de situações que não se usa o fone de ouvido.

Mas de fato foi uma boa invenção. Dizer que seria melhor ser surdo a ouvir tanta bobagem seria um exagero. Então coloca um fone (ou presenteie um infeliz com gosto musical duvidodo), seja mais do que feliz e tenha a tão sonhada paz.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Frase para 2010


Li hoje:

"A maioria das pessoas superestima o que se pode fazer em um ano e subestima o que se pode fazer em uma década"

(A. Robbins)


É bom pra pensar nessa época em que fazemos tantas promessas (que não são exatamente planos).
Feliz Natal à todos.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Mais um fim de ano

2009 foi a mesma coisa de todos os outros anos. No dia em que ele (o ano) começou, você pulou ondinha no mar, fez oferenda pra Iemanjá (tenho medo dessas porras!) e fez vários planos que não saíram do papel (se é que você chegou a escrevê-los). Achou que tudo seria diferente, só porque mudou a data. Tudo sempre igual, ano após ano.

Eu não gosto muito dessa época do ano. Não entendo essa frescura de ter que parar de trabalhar ou de mudar minha rotina. O problema de ficar de "férias" nessa época do ano, é que se você vai viajar é um inferno, muita gente em pouco espaço e descansar que é bom, nada. E se fica em casa, não tem absolutamente nada pra fazer. O boteco não abre, na TV não tem nada de interessante pra assistir (só reprise e aquelas retrospectivas entediantes) e você ainda corre o risco da sua mulher ficar te cobrando por não ter ido viajar pra casa da mãe dela no interior, mesmo com "tudo pago". Furada.

Seria melhor ficar do mesmo jeito o ano inteiro. Sai de férias quando quer, vai pra onde quiser e nada de ficar em congestionamentos gigantescos em filas na padaria ou aguentar aquele tio bêbado que usa o Natal como desculpa pra encher o rabo de cachaça.

Eu sei que nada vai mudar, afinal, estou nadando contra a maré. Mas eu continuo falando: seria muito melhor se acabassem com essa palhaçada de final de ano.

domingo, 20 de dezembro de 2009

Observações de sexta-feira.

Quando Toquinho subiu naquele grande palco e ao fundo tocava o hino do Corinthians, confesso que dei uma broxada. Mas foi uma broxada passageira, e vi naquele ato uma forma de “chegar chegando”, causando algum impacto, seja ele positivo ou negativo. Ninguém é perfeito. Uns poucos adoraram, enquanto muitos odiaram. Mas nada que pudesse atrapalhar o andamento do show.

Era uma noite agradável. Não choveu (o que tem sido raro nos últimos dias) e tinha até umas poucas estrelas no céu. Não estava calor nem frio. Um clima agradável, pelo menos pra mim.

O show foi bom. Confesso que não conhecia tanto da obra do artista, mas sabia de sua importância para a música brasileira. O fato de não ter tanta gente (mesmo sendo de graça e numa praça no centro da cidade) evidenciou que são poucas as pessoas que tem a qualidade “bom gosto” desenvolvida e apurada na vida (seja ela musical ou não). Se fosse o Aviões do forró, ou o É o tchan!, certamente aquilo estaria lotado. Que bom que não era. Que bom que não estava.

Durante o show Toquinho disse uma coisa interessante. Disse que nunca trabalhou na vida, já que tocar violão pra ele não é exatamente um trabalho. Ele tem razão, mas quando ele disse isso achei que era um desrespeito as pessoas que ali estavam. Tudo bem que ele é um privilegiado, mas não são todos que podem ser iguais a ele. Aliás, poucos podem ser assim e dão essa sorte (ou possuem esse dom). Mas acabei entendo e interpretando que o que ele quis dizer mesmo, era que quem trabalhava com o que gosta, nunca encara aquilo como um trabalho. Nesse caso, ele tem razão.

Eu particularmente gosto de trabalhar. Não exatamente no horário que o faço, visto que odeio acordar cedo. Eu renderia mais se pudesse trabalhar a hora que quisesse (tipo das 10hs às 20, com uma paradinha de 2 horas pra comer alguma coisa). Acho que todos poderiam ser assim. Poderíamos ser pagos pelo que fazemos, e não pelo tempo que ficamos na “firma”. Tudo bem que algumas profissões não poderiam se encaixar nisso. Motorista de ônibus, por exemplo, deveria ser mais do que pontual e cumprir horários.

Encarar o trabalho como uma atividade prazerosa é muito importante. Fazer durante 8 horas do dia algo que a gente odeia não é bom. Deve até fazer mal pra saúde. No fim da vida, se morrêssemos com 90 anos, passaríamos uns 20, 25 anos (já descontando infância, aposentadoria) de cara amarrada, sem gostar do que fazemos. É 1 terço do dia perdido, todo dia. Muito tempo.

É bom a gente achar o que gosta de fazer logo. Alguma coisa precisa nos dar prazer. Nem que seja vadiar. Deve ter profissões de todos os tipos. Aliás, a mais antiga do mundo deve ter surgido de alguém que não gostava muito de trabalhar, se é que vocês me entendem.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Eu sei que você odeia motoboy!

Quando eu estou em casa ou no escritório eu adoro motoboy. Afinal, é ele quem trás aquela pizza quentinha ou o documento que pode me valer milhões de dólares. Acho que trabalham bem, e espero que sejam cada vez mais rápidos. Penso que sem eles essa cidade não seria nada, e se caso fosse, seria alguma coisa muito lenta.
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Mas quando estou no trânsito eu odeio motoboy. Não entendo por quê eles precisam passar nos corredores ou quebram meu retrovisor. Sempre que vejo algum deles se aproximando, tento jogá-los para o lado. São uns filhos da puta na minha opinião, que não respeitam nenhuma regra. Tem mesmo é que morrer, imbecís!
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Assim disse uma mesma pessoa em diferentes momentos.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Parabéns pra você!



E ontem foi seu aniversário. Confesso que esqueci, ou nem sabia. Não importa agora. Afinal, já esqueci a data do aniversário dos meus melhores amigos também. Me desculpe o desleixo, prometo que não acontecerá novamente.


Te desejo muita paz, saúde e principalmente conquistas. 74 anos não é pouco, mas também não é muito, comparando com os outros. Mas não vou te comparar, pois pra mim você é único. É minha eterna paixão, como você bem sabe.


Por isso, te desejo um feliz aniversário São Paulo Futebol Clube, pelos seus 74 anos.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Coluna social: quem é que não lê?!

Dizem que negros e pobres só aparecem no jornal no caderno policial. Preconceituosa ou não, tenho que concordar com tal afirmação. Claro que existem algumas exceções, como os artistas falidos que por obra do destino conseguem uma aparição aqui e outra ali num caderno cultural ou naquele que divulga os interesses da cidade. Claro que existem também os negros que fazem parte da alta sociedade do município, e por isso não são expostos ao ridículo quando cometem algum crime. Mas no geral, é assim mesmo. E de quem é a culpa? Não sei! Pode ser cultural, devido ao preconceito que foi plantado há anos no mundo inteiro pelos brancos e donos da razão, como pode ser também resultado das condições em que vivemos. Em sorte de uns e azar de outros eu não acredito, me desculpe.

No exemplar do jornal que tenho em mãos, a coluna social rouba toda a atenção. Além de ser colorida e vistosa, ocupa 4 páginas do caderno de cultura, com pessoas felizes, bem arrumadas e certamente endinheiradas. Não vejo nenhum negro ou pobre maltrapilho, nem ao fundo de uma das fotos. Não sei se estou certo, mas acredito que a coluna social foi inventada pelo rico para que este pudesse também aparecer no jornal, seja qual ele for (já que todos têm a tal coluna social). Se não for ali, vai aparecer aonde? Poucas vezes algum deles faz algo notório para a cidade, que mereça o reconhecimento. Desta forma, pagou para um fotógrafo qualquer tirar umas fotos no aniversário do seu filho de 1 ano e ali começou a coluna social. Não foi uma má idéia, até por que dinheiro é o que não lhe falta. Só não entendo o que essa gente tem a ver com cultura.

Nesse mesmo exemplar, vejo que a coluna social tem mais páginas que o caderno sobre as notícias do Mundo. Não importa se os manifestantes estão quebrando tudo na Conferência Mundial sobre o clima em Copenhagen ou se os governadores estão metendo a mão no nosso dinheiro. Isso tudo é irrelevante, afinal, políticos são sempre corruptos, não é mesmo? O que vale são os sorrisos falsos estampados em cada página daquele jornal. Sorrisos comprados, arrogantes. Quem aparece por lá tem um ar de “Estão me vendo? Eu apareci, sou foda!”. Já quem lê, sente uma pontinha de inveja. Pensa em como aquela “baranga” ou aquele canalha pode aparecer por lá. Dinheiro meu caro, dinheiro. Não é mentira que ele compra tudo, ou quase tudo. Essa é uma delas, pode ter certeza. E assim e gente vai vivendo e aprendendo a admirar aquilo que tem preço, mas que não possui valor nenhum.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Guerreiros ou Brahmeiros?

Este texto foi publicado no Estado de São Paulo hoje, e no blog do Juca Kfouri.


Guerreiros ou brameiros

Ugo Giorgetti

Não sei por que ando pensando muito num comercial da Brahma que andou, ou anda, pelas televisões.

De fato ele não me sai da cabeça.

Fiquei tão intrigado que recorri até ao site do Clube de Criação de S.Paulo, onde não só o encontrei na íntegra, como tive a surpresa de encontrar também declarações do diretor de marketing da Brahma que, por sua vez, vieram aumentar meu assombro.

Queria, logo de início, pedir licença ao diretor da empresa para refutar uma de suas declarações.
Diz ele: "Com a campanha não queremos impor nada a ninguém. Queremos apenas ser porta-vozes do povo brasileiro."

Bem, meu porta-voz esse comercial não é, isso eu posso garantir.

E, espero, também não seja de boa parte do povo brasileiro.

Para quem não sabe, o comercial descreve a atitude ideal do torcedor brasileiro em relação à Copa do Mundo que se aproxima.Consta de uma sucessão de imagens bélicas e melodramáticas, onde supostos torcedores carrancudos, gritam, choram e batem no peito.

Para deixar ainda mais claro a observadores menos atentos que o que se espera realmente são guerras e batalhas, mistura essas cenas com outras, fictícias, devidamente produzidas e filmadas, de um grande exército medieval em ação.Se as imagens falam por si, o pior é o som.

Vozes jovens alucinadas urrando palavras de ordem num tom ameaçador, histérico, a lembrar manifestações das mais radicais e intolerantes agrupamentos que, infelizmente, existem no interior de qualquer sociedade.

Eu me permito transcrever algumas das frases vociferadas: "Eu queria que a seleção fosse para a Copa, como quem vai para uma batalha!" "Eu quero guerreiros!", "Vamos para a guerra juntos! 180 milhões de guerreiros!" "Sou guerreiro!" No final do filme, num golpe de surrealismo que faria as delícias de Luis Buñuel, o locutor, contrariando o tom anterior de toda a mensagem, recomenda sabiamente: "Beba com moderação."O diretor de marketing da Brahma, no mesmo site do Clube de Criação continua: "A mensagem que queremos passar ao torcedor é que, além de ser a primeira marca brasileira a patrocinar oficialmente uma Copa do Mundo, o desejo da Brahma é despertar a atitude guerreira da seleção em todos os 190 milhões de brasileiros."Com todo o respeito que tenho pela Brahma, cuja publicidade acompanho, até por dever de ofício, há mais de quarenta anos, e que me pareceu sempre celebrar a alegria e a irreverência popular, essas declarações inspiram alguns comentários. O que eu espero da seleção é que jogue bola.
Acho que o que nos derrotou em 2006 não foi a falta de guerreiros, mas foi o Zidane, que não era exatamente um guerreiro.

Quanto aos 190 milhões, espero que honrem nossa tradição de saber perder, como fizemos em 1950 em pleno Maracanã, ou como fizemos em 1982, encantando o mundo.

O resto é apenas apelar para o que há de pior na sociedade brasileira.

Que é o que faz esse equivocado comercial dessa grande empresa.

E de repente, a razão pela qual penso nele com tanta freqüência me aparece claramente: é que, de certo modo, o confundo com as cenas reais que aconteceram no estádio do Curitiba domingo passado.

Ao revê-las me ocorre uma pergunta: os torcedores que, ensandecidos, fizeram o que fizeram no Paraná seriam "guerreiros" ou "brameiros"?

Ou os dois?

Infelizmente não foi possível alertá-los para invadirem e quebrarem tudo "com moderação".

domingo, 13 de dezembro de 2009

Sobe o som!



Como não tem música nesse casamento? Não tem mesmo? Que absurdo! Mas faz parte da festa, não faz? Ah, dessa religião não? Que merda! Ia ser bem melhor se rolasse um sonzinho aqui, não seria? Tá vendo, até você concorda comigo! Vai, liga o som lá! A hora que a noiva entrar, coloca um Me First and The Gimme Gimmes, que tal? Vai, não demora não! Ela vai gostar, pode ter certeza! É pra dar um clima, agitar a galera. Vai, demora não...